Leitura: 8 minutos Nos momentos mais difíceis, como o divórcio, o medo de perder tudo pode ser paralisante. Mas entender como funciona a partilha de bens é o primeiro passo para garantir sua segurança e abrir caminho para um novo capítulo, com mais autonomia e tranquilidade.
O que é partilha de bens?
Sentir-se perdida diante de tantos papéis e termos jurídicos é natural, mas a verdade é que a partilha de bens nada mais é do que a divisão do patrimônio construído durante o casamento. Esse processo define o que será de cada um após o fim da união.
- Inclui imóveis, carros, contas bancárias e até dívidas.
- O regime de casamento influencia diretamente essa divisão.
- Nem tudo que está no nome do casal será dividido igualmente.
No seu dia a dia, isso significa que você pode garantir sua parte e proteger o que é seu por direito. Já parou para pensar no que você realmente construiu e merece preservar?
Regimes de casamento: o que muda?
É comum sentir-se insegura ao ouvir termos como “comunhão parcial” ou “separação total”. Mas entender o regime de bens do seu casamento é a chave para saber o que será dividido.
- Comunhão parcial: tudo adquirido após o casamento é dividido meio a meio.
- Comunhão universal: todos os bens, antes e durante o casamento, entram na partilha.
- Separação total: cada um fica com o que está em seu nome.
A virada de chave para você, mulher, é se informar e buscar documentos que comprovem o regime adotado. Você já sabe qual era o seu?
Bens que entram (e não entram) na divisão
A sensação de injustiça pode surgir quando pensamos em tudo aquilo que construímos. Mas nem todo bem será dividido no divórcio. Alguns bens são considerados particulares, como heranças e doações feitas exclusivamente a um dos cônjuges.
- Bens adquiridos antes do casamento (em certos regimes).
- Heranças e doações recebidas individualmente.
- Itens pessoais de uso exclusivo.
No seu cotidiano, isso significa que você pode manter aquilo que é só seu, sem medo de perder. Qual bem é indispensável para o seu novo começo?
Como é feito o processo de partilha?
A ansiedade é grande ao imaginar audiências e discussões, mas a partilha pode ser amigável ou judicial. O ideal é buscar um acordo, mas, se não for possível, o juiz decide.
- Amigável: ambos concordam e formalizam em cartório.
- Judicial: cada parte apresenta suas provas e argumentos.
- É fundamental ter apoio jurídico de confiança.
No seu dia a dia, isso significa menos desgaste emocional e mais foco na sua reconstrução. Você já pensou em buscar ajuda para tornar esse processo mais leve?
Dívidas e responsabilidades após o divórcio
O medo de herdar dívidas pode tirar o sono, mas as obrigações também são divididas conforme o regime de bens. Dívidas feitas para benefício da família geralmente são compartilhadas.
- Dívidas contraídas em nome dos dois: divisão proporcional.
- Dívidas individuais: responsabilidade de quem contraiu.
- Negocie para evitar surpresas desagradáveis.
A virada de chave é blindar sua autoestima e não carregar culpas que não são suas. Que tal revisar suas contas e se libertar de pesos desnecessários?